terça-feira, 17 de outubro de 2017

Josué de Castro


FOME
O nosso mais importante cientista, morreu no exílio impedido de retornar a sua terra pela ditadura de 64. Hoje estaria mais atual que nunca, já que retornamos ao mapa da fome, graças ao golpe recente, que colocou uma quadrilha no poder.
Sua Cidade seu Estado, seu País, parece querer esquecê-lo, como se a sua lembrança nos jogasse na cara toda a realidade da miséria e da humilhação causada pela fome, pela falta de moradia e condições dignas de sobrevivência.
No Recife, nenhum monumento, nenhuma grande obra, rua ou avenida leva o seu nome. Chico Science, seu discípulo já é nome de túnel e viaduto, sem nenhum demérito, porém, acho que nem o próprio Chico, se vivo fosse, concordaria em preceder o mestre neste tipo de homenagem.

Chico Science releu o cientista nos versos: “Um caranguejo andando pro sul/Saiu do mangue, virou gabiru/Ô Josué, eu nunca vi tamanha desgraça/Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça”. Science, chamou a atenção dos jovens sobre homem que ensinou tanta coisa ao mundo, que foi reconhecido e reverenciado em outros países, mas, morreu de saudade sem poder retornar a sua terra, exilado, banido pela ditadura militar que infelicitou a nação por mais de vinte anos.

Josué de Castro precisa ser homenageado, estudado, exaltado por tudo que representa para a nossa ciência.

domingo, 15 de outubro de 2017

Um passeio iconográfico pelo Quebéc

Foto de arquivo
É a maior província do país, com 7,6 milhões de habitantes, a segunda populosa província canadense. A maior é Montreal e a capital é a Cidade de Quebec, segunda maior cidade da província.
Quebec possui vastos recursos naturais, sendo o maior produtor de energia elétrica do Canadá. A província produz cerca de 26% dos produtos industriais e agropecuários do Canadá. Os principais produtos são alimentos, madeira e derivados, aviões, químicos e roupas.
A língua mais falada em Quebec é o francês. Cerca de 80% da população do Quebec praticam o idioma como primeira língua. Já o inglês é usado por cerca de 8% da população, em grande parte na cidade de Montreal. 
Cerca de 90% da população da província é composta por brancos, imigrantes e descendentes de franceses, ingleses, irlandeses, escoceses, judeus, alemães e italianos. Há ainda uma forte presença de asiáticos e afro-descendentes.

 A cidade localiza-se na Ilha de Montreal, no Rio São Lourenço, incorporando um total de 74 ilhas menores localizadas perto da Ilha de Montreal. Localiza-se a 75 km a leste da província canadense de Ontário, a 150 km a leste da capital do país, Ottawa e a aproximadamente 250 km a sudoeste da capital da província, a cidade de Quebec. As coordenadas geográficas de Montreal são 45°28′Norte e 73°45′Oeste; a altitudemédia da cidade é de de 57 m, sendo de 23 m nas margens do São Lourenço, e de 233 m no ponto mais alto do Monte Royal.
A Ilha de Montreal possui 50 km de comprimento por 16 km de largura, na sua máxima extensão, e uma área de 482,84 km². Por estar numa posição diagonal, os habitantes da cidade possuem um jeito atípico de descrever direções na cidade: o norte da cidade corresponde na verdade à direção nordeste na bússola magnética; o sul da cidade, ao sudoeste magnético, o leste da cidade, ao sudeste magnético, e o oeste da cidade, ao noroeste magnético.


Montreal é o centro de uma região metropolitanaque se estende por um raio de aproximadamente 40 km da cidade. A metrópole de Montreal é a segunda mais populosa do Canadá, e a décima mais populosa da América do Norte.
A Metrópole Comunitária de Montreal (Communauté Métropolitaine de Montréal) é o órgão público encarregado do planejamento, coordenação e financiamento de desenvolvimento econômico, transporte público, coleta de resíduos, etc, nesta região metropolitana, que compreende 3 839 km² e possui 3 431 551 habitantes. O presidente da Metrópole Comunitária de Montreal é o prefeito da cidade de Montreal.

clima de Montreal varia bastante, devido à localização da cidade numa área onde grandes frentes de ar, uma vindo do pólo norte, e outra, dos Estados Unidos, costumam encontrar-se. A instabilidade do tempo é considerada pelos habitantes de Montreal como parte do caráter da cidade.
precipitação é abundante na região. Aproximadamente 2,4 metros de neve caem anualmente na cidade, e a chuva é abundante ao longo do ano, principalmente no verão, a estação mais úmida da cidade. A remoção de neve das principais ruas e vias expressas da cidade custa a Montreal mais de 50 milhões de dólares canadenses por ano.
O clima de Montreal é temperado, com quatro estações bem definidas e variadas. No inverno, a temperatura média da cidade é de -10,4 °C (não incluindo o fator do vento), com mínimas entre -40 °C a -10 °C e máximas entre 0 °C e 25 °C. No verão, a média é de 21 °C, com máximas entre 23 °C a 35 °C.
 A cidade de Montreal, como em outras grandes cidades canadenses, é uma cidade multicultural, ou seja, possui uma grande variedade de etnias e culturas diferentes. Juntamente com os descendentes de franceses e ingleses, coexistem comunidades irlandesasitalianasjudaicasgregasárabeshispânicashaitianas e portuguesas.


                 Um pequeno resumo de imagens.

                 Jardim Botânico de Montreal


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

As Primeiras Letras do Hino Nacional

Ovídio Saraiva e as primeiras letras do Hino Nacional
Diderot Mavignier

Foto do site www.luizasawya.com

Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva nasceu na vila de São João da Parnahiba, na capitania de São José do Piauhy, no distante ano de 1787. Faleceu na vila de Piraí, no Rio de Janeiro, aonde foi sepultado, no dia 11 de janeiro de 1852. Em 1853, foi inventariante seu filho Olímpio Herculano Saraiva de Carvalho, documento sob a guarda do Arquivo Público de Piraí.
Ovídio Saraiva nasceu no seio de família abastada do litoral piauhyiense. Nesta época, a educação escolar era praticamente inexistente na capitania, epara as famílias de poder econômico, restava a difícil tarefa de enviar seus filhos aos maiores centros. Foi assim, que o menino Ovídio, com apenas seis anos de idade,em 1793, foi embarcado, no Porto das Barcas, o atracadouro parnahibano, com destino a Portugal. Coimbra era um dos centros acadêmicos preferidos, e para lá se dirigiu o pequeno braziliense, em busca do diploma de Leis, cidade que ele afirmava ser a penedo da saudade. Em Poemas, em seu soneto LXII, faz referência ao penoso exílio:
Passaram lustres três, e mais três anos
Que à Estancia dos mortais volvi do nada
Mas bem que inda não seja adiantada
Minha idade, sofrido hei já mil danos

Além dos torvos mares desumanos
Recebi dos meus Pais a vida ervada
E contando anos seis, à Pátria amada
Arrancaram-me os Pais com vis enganos

Então, em 1805, Ovídio estava matriculado no curso de Leis da Universidade de Coimbra. Para o seu reitor, Manoel Paes de Aragão Trigoso, Conego Arcediago da Sé de Viseu, dedicou o seu primeiro livro – Poemas, escrito em 1808, quando era aluno do 4º ano. O livro é o início da trajetória literária do Piauí, sendo o marco histórico impresso na Tipografia da Universidade, sob licença da Mesa do Desembargo do Paço, a quem competia a censura dos livros a serem publicados no reino português. No livro, as influências do poeta Bocage se fazem evidentes, predominando o neoclassicismo.
Folha de rosto do livro Poemas.

Atuante além das fronteiras da universidade, Ovídio participou do Corpo Acadêmico, nas lutas pela liberdade de Portugal, sob jugo das forças francesas. Em 1809, publicou Narração das marchas feitas pelo corpo militar acadêmico desde 21 de março, em que saiu de Coimbra, até 12 de maio, sua entrada no Porto, Escripta no palácio de Santa Cruz, em 3 de outubro de 1809, para Manuel Paes de Aragão Trigoso, lentes, deputados e mais pessoas do claustro pleno da universidade de Coimbra.O Corpo Acadêmico tinha como tenente coronel José Bonifácio de Andrada e Silva, a quem Ovídio chama de varão d’huma valentia sem termos. Na narração, ressalta:Eis aqui, ó Nação Portuguesa, o brilhante corpo, que te lustra e esmalta, e que com os livros na esquerda, e, na direita a espada, corre a desafrontar do gravame de ferro a triste pátria consternada. Considerava Napoleão,como o apóstata da sociedade humana. Também com o mesmo tema da invasão francesa, publicouOs Sucessos da Restauração do Porto.
Ovídio compôs epitáfios que enviou à Junta de Montepio Literário. Para o mausoléu de Camões escreveu:
Eis o mais rico mausoléu do mundo:
Camoes o endeusa, o máximo dos vates.
Numen do genio, se da sorte o martyr,
Ind'éñas cinzas o que foi na vida,
Grande, guerreiro, illustre, humano e tudo,
Sonao é infeliz, que é sempre a campa
Leito de flores aos héroes como elle.
Patriadá-lbe boje o que negou-lhe a patria,
Construe-lhe altares, considera-o numen;
Justiceiro porvir Ihe vote o incensó.
Lusiadas, e nome, e gloria e cinzas.
Ignobil mausoléu! tenueofferenda!
Todo o mundo devera ser seu túmulo.
Emquanto vivo, a espada e a penna honraste,
Depois de morto, a espada e a penna t'honram.
Emquantovivo, a patria desdenhou-te;
Depois de morlo, t'idolâtra a patria.
Аo nome leu a iradiçâoIribiila
Na memoria (losliomens monumento).
Emquanto a gratidao te offerla as cirilas
Este arrogante, sepulchral portento. 
Na esquerda a espada e na direita a penna, Poste, Camoes, assomhros dois no mundo; Co'aquella a honra sustentaste a Lysia, Co'csta a gloria de Lysia lias dado aos evos. Aquí as cinzas, pelo mundo a fama.
Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva.

Em 1810, Ovídio Saraiva, com vinte e quatro anos de idade segundo o seu requerimento ao príncipe regente dom João, solicitando passaporte para ir ao Maranhão, e de lá passar ao Piauhy, levando consigo a sua esposa, Umbelina Joana Almadanino. Em 1812, foi nomeado juiz-de-fora da vila de Mariana, em Minas Gerais, ano em que publicou no Rio de Janeiro, O Pranto Americano que a S.A.R., o Príncipe Regente N.S. em Honra das Caríssimas, e nunca bem pranteadas Cinzas do Sereníssimo Senhor Infante D. Pedro Carlos de Bourbon, Almirante General junto á Real Pessoa, e, O Patriotismo Acadêmico, este dedicado a dom João de Almeida de Melo e Castro, 5º Conde de Galveas.
Ovídio passou-se para a vila de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, em Santa Catarina, onde exerceu o cargo de 2º juiz-de-fora, do crime, civil e órfãos, provedor dos defuntos, ausentes, capelas e resíduos, entre os anos de 1816 e 1819. Exerceu também o cargo de desembargador da Relação da província da Cisplatina. Na vila do Desterro, em 1817, o doutor Ovídio foi o precursor do teatro catarinense, quando promovia peças, nos salões de sua residência. Para essa atividade, escreveu a peça A Tragédia de Fayal, festejando a coroação de dom João VI.Lá, também promoveu os primeiros concursos literários catarinenses, onde inscrevia as suas poesias. Quando da restauração de Pernambuco depois da Revolução de 1817, Ovídio abriu o seu teatro particular e com plateia distinta, fez elogio sublime composto por ele mesmo, vestido de grande gala; em seguida foi apresentada a tragédia de Ignez de Castro. A vila iluminou-se por três noites, cantou-se Te Deum em ação de graças na presença da Câmara, tudo presidido pelo magistrado piauiense.
Eleito deputado provincial para representar oPiauhy nas Cortes de Lisboa, declinou do cargo, visto saber dos rumos políticos que tomava o Brasil, no Rio de Janeiro, caminhando para a sua Independência. Foi substituído pelo suplente o padre Domingos da Conceição, pároco da vila da Parnahiba. Em 1821, no Rio de Janeiro, fundou o periódico O Amigo do Rei e da Naçãopublicado de março a junho de 1821. Impresso na Tipografia Real tinha linha editorial conservadora, afirmava ser protegido por Dom Pedro, defendia a continuidade do Reino Unido e a permanência de Dom João VI no Brasil.
Ovídio como membro do Apostolado da Ordem da Santa Cruz, uma maçonaria carbonária, onde estavam também dom Pedro e José Bonifácio, lutou pela Independência do Brasil. Na Confederação do Equador, defendeu irmãos que foram indiciados como partidários do movimento, em Pernambuco. Ao ver o seu amigo João Guilherme Ratcliff condenado ao fuzilamento no Rio de Janeiro, pediu auxílio à marquesa de Santos, para que implorasse a compaixão de dom Pedro I. Domitila batendo à porta do Imperador, este só lhe atendeu quando ouviu os estampidos dos tiros que sacrificaram seu irmão. No Recife, com os mesmos ideais republicanos da Confederação do Equador, foi fuzilado o frei Caneca.
Entre 1826 a 1840, publicou: Às Saudozas cinzas do Illm.° e Exm." Senhor João deCastro Canto e Mello, visconde de Castro, grande do Império. . . etc. Elegia offerecida a sua muita amada e prezada filha, a Illm.a e Exm.a Senhora Marqueza de Santos.; Considerações sobre a Legislação Civil e Criminal do Império do Brasil; Heroides de Olympia e Herculano; e, Jovens Brasileiros.
Quando, em 1810, Ovídio Saraiva retornou para o Brasil, percebeu que os portugueses, venerados nos versos de Poemas, não eram tão merecedores assim, da sua atenção poética. Depois de séculos de exploração do Brasil pela Metrópole, das lutas pela Independência, e do sacrifício de vidas pelo regime democrático, no Império de dom Pedro I, os brasileiros forçaram a sua abdicação. Com a saída do Imperador, Ovídio Saraiva escreveu, em 1831, a primeira letra para a música de Francisco Manuel da Silva, hoje o Hino Nacional Brasileiro, conhecido como Hino Sete de Abril, ou Marcha da Despedida.A composição foi executada pela primeira vez no cais do Largo do Paço (atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro) no dia 13 de abril, hoje, Dia do Hino Nacional (Lei N° 5700/1971): 
Hino Sete de Abril
Letra: Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva
Música: Francisco Manuel da Silva

Os bronzes tirania
Já no Brasil não rouquejam
Os monstros que nos escravizam
Já entre nós não vicejam.

                                          (Refrão)      Da pátria o grito
Eis se desata
Desde o Amazonas
Até o Prata.

Ferros e grilhões e forças
De antemão se preparavam;
Mil planos de proscrição
As mãos dos monstros gisavam.

Refrão

Amanheceu finalmente
A liberdade no Brasil ...
Ah! não desça à sepultura
O dia sete de abril.

Refrão

Este dia portentoso
Dos dias seja o primeiro.
Chamemos rio de abril
O que é Rio de Janeiro.

Refrão

Arranquem-se aos nossos filhos
Nomes e idéias dos lusos
Monstros que sempre em tradições
Nos envolveram, confusos.

Refrão

Ingratos a bizarria,
Invejosos de talentos,
Nossas virtudes, nosso ouro,
Foi seu diário alimento.

Refrão

Homens bárbaros, gerados
De sangue judaico e mouro,
Desenganai-vos, a pátria
Já não é vosso tesouro.

Refrão

Neste solo não viceja
O tronco da escravidão
A quarta parte do mundo
As três da melhor lição

Refrão

Avante honrados patrícios
Não há momento a perder
Se já tendes muito feito
Idem mais resta a fazer.

Refrão

Uma prudente regência
Um monarca brasileiro
Nos prometiam venturosos
O porvir mais lisonjeiro.

Refrão

E vós donzelas brasileiras
Chegando de mães ao estado
Dai ao Brasil tão bons filhos
Como vossas mães tem dado.

Refrão

Novas gerações sustentam
Do povo a soberania
Seja isto a divisa deles
Como foi de abril um dia
Refrão

Em 1841, um poeta desconhecido (talvez o próprio Ovídio) fez versos para a música de Francisco Manoel da Silva, para homenagear a posse de dom Pedro II:
Negar de Pedro as virtudes
Seu talento esquecer
É negar como é sublime
Da beça aurora, o romper

(Estribilho)Da pátria o grito
Eis se desata
Do Amazonas
Até o Prata.
Da pátria o grito
Eis se desata (2x)

Ovídio Saraiva refez a letra do Hino 7 de Abril, já que a mesma era julgada ofensivaaos portugueses:

Amanheceu finalmente
A liberdade ao Brasil
Não, não vai à sepultura
O dia Sete de Abril. (3x)

                          (Estribilho)                 Da pátria o grito
Eis se desata
Do Amazonas
Até o Prata.
Da pátria o grito
Eis se desata (2x)
Do Amazonas
Até o Prata.(2x)

Sete de Abril sempre ufano
Dos dias seja o primeiro
Que se chame Rio d´Abril
O que é Rio de Janeiro.(3x)
Estribilho
Uma regência prudente
Um monarca brasileiro,
Nos prometem venturoso
O porvir mais lisonjeiro.(3x)
Estribilho
Neste solo não viceja
A planta da escravidão;
A quarta parte do mundo
Deu às três melhor lição.(3x)
Estribilho
Lançados por mãos d´escravos
Não tememos ferros vis,
Ferve amor da liberdade
Até nas damas gentis.(3x)
Estribilho
Novas gerações sustentem
Da Pátria o vivo esplendor,
Seja sempre a nossa glória
o dia libertador.(3x)

Talvez a única gravação deste Hino, esteja na voz da cantora Luiza Sawaya, especialista em música brasileira do século XIX: A apreciação pela canção brasileira de câmara nasceu da minha identificação com a delicadeza dessas cantigas. A inesgotável criatividade rítmica melódica e poética da canção brasileira me seduz e me leva a divulgá-la. (www.luizasawaya.com).
Luiza Sawaya é cantora soprano brasileira, atualmente residindo em Lisboa, Portugal.  Resgata e divulga a música do Brasil Imperial, procurando conhecer suas raízes.



Capa do CD Brasil Imperial de Luiza Sawaya. O disco gravado em Lisboa, em 1991, resgata oHino Sete de Abril, com letra do parnahibano e piauhyense Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, e a música do maestro carioca Francisco Manoel da Silva, de 1831.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Nos Passos do Sertão


Poeta e declamador, Marcos Passos reúne neste CD uma ruma de poemas, alguns da sua autoria, e de outros poetas consagrados por este sertão afora. Nascido numa família de poetas, Marcos faz parte da trincheira que defende a cultura nordestina com unhas, dentes, e versos. Sempre envolvido na divulgação da nossa poesia nordestina, dos nossos poetas, cantadores, repentistas, cordelistas, violeiros, enfim, com tudo que representa esta arte sertaneja, sempre necessitada de alguém para eleva-la ao patamar que merece no cenário poético brasileiro.

Vamos fazer a nossa parte adquirindo esta preciosidade.

No Recife: Canto Sertanejo. Mercado da Madalena. 
Contato Marcos Passos marcospoesia@outlook.com
Tel. 81- 986163393 - zap. 997641404 Face marcospassos756

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Parnaíba 306 anos


Dando continuidade sobre a viagem ao Piauí, como havíamos prometido vamos abordar a questão da data de fundação da Cidade de Parnaíba.

No Brasil praticamente todas as capitais de Estados banhadas pelo Oceano Atlântico encontram-se no litoral, com exceção de Teresina que fica há 338 km do mar. Quais os interesses teriam levada a Capital do Piauí para tão distante de um Porto cujas vantagens da proximidade seriam inúmeras. Pela presença do Delta em mar aberto, Parnaíba, tem  a maior atração turística do Estado, pouco explorada e divulgada. 
O texto em seguida é do Historiador Diderot Mavignier que conclui após incansáveis pesquisas a verdadeira data da fundação da Cidade de Parnaíba.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...