domingo, 1 de julho de 2012

Cais

Duetos.


Lendo Álvaro de Campos, (Fernando Pessoa) lembrei-me de uma antiga foto, feita em Antonina, pequena cidade da Serra do Mar, PR.

Era tudo que eu queria dizer olhando para aquela paisagem às cinco horas de uma fria manhã serrana. Daí a idéia de juntar a imagem ao texto do grande poeta.

Fui rebuscar no baú dos guardados as fotos feitas com a minha velha Pentax K 1000, analógica, que me acompanhou por quase trinta anos e que produziu resultados que não temem as digitais, modernas, automáticas, repletas de recursos quase nunca usados pela maioria dos felizes proprietários. Mesmo tendo aderido à foto digital, sempre levo a tiracolo a minha amiga inseparável. Não vou aqui discutir qualidades, vantagens analógica x digital, não é o meu propósito, não tenho conhecimentos técnicos sobre o assunto, e paixão não se discute. Pronto!



De hoje em diante, todas as vezes que estiver lendo uma poesia, ou um texto interessante, vou tentar encontrar nas imagens que guardei, de ontem e de hoje e junta-las, já que me falta a capacidade e a inspiração dos poetas.


PASSAGEM DAS HORAS

TRAGO DENTRO DO MEU CORAÇÃO,

COMO NUM COFRE QUE SE NÃO PODE FECHAR DE CHEIO,

TODOS OS LUGARES ONDE ESTIVE,

TODOS OS PORTOS A QUE CHEGUEI,

TODAS AS PAISAGENS QUE VI ATRAVÉS DE JANELAS OU VIGIAS,

OU DE TOMBADILHOS, SONHANDO,

E TUDO ISSO QUE É TANTO, É POUCO PARA O QUE EU QUERO.

                                                     ÁLVARO DE CAMPOS


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