sábado, 8 de abril de 2017

Portugal Meu Avozinho.



Lisboa
Morando a três meses em Lisboa é raro o dia em que não encontro um brasileiro, trabalhando e morando aqui. Nunca deixo de perguntar o motivo da mudança. A resposta é invariavelmente a mesma.  Estão trocando a violência pela segurança.  Em segundo lugar vem o atendimento de saúde, a facilidade de transporte, a falta de engarrafamentos, enfim, a mobilidade, a educação pública de qualidade, as oportunidades de emprego. Nas palavras de um condutor de UBER, não se ganha muito, mas ganha o necessário para viver com dignidade. O que mais necessita um ser humano além de viver com dignidade, de ser respeitado, inclusive no trânsito.
A segurança pública, e é preciso dizer que não se vê policiais em excesso nas ruas, muito menos abordando pessoas, trouxe para o país à melhor indústria do século, a mais limpa, aquela que não trás poluição, o turismo.
Évora
O país está tomado por franceses, ingleses, espanhóis, brasileiros, japoneses, gente de toda parte do planeta.
Portugal é uma festa, alegre e colorida, pessoas descontraidamente passeando pelo país. Lisboa, Évora, Óbidos, Guimarães, Porto, Tomar, Coimbra. Tudo vale a pena ser visto, e curtido. Custo disso tudo, menos da metade do que se gasta no Brasil. Vinhos, que no Brasil são vendidos por duzentos, trezentos reais, compramos aqui por dez euros, os mais populares por menos de dois euros. Almoçar fora significa menos de cinco euros, em casa a metade disso. Remédios pela metade do preço, tem farmácia popular, com medicamentos gratuitos, e genéricos de qualidade. É comum ver as pessoas conversando nas praças e nos inúmeros cafés. Andar na rua a qualquer hora com a câmera pendurada no pescoço sem medo de ser assaltado. 
Évora
Eu precisava deste período em Portugal, desta experiência para poder falar tudo isto, de morar e não ser apenas turista, naquele corre-corre para conhecer tudo em pouco tempo. Aqui me sinto em casa, pela língua, pela identidade cultural, pela gastronomia, pelo gosto por literatura e poesia e música. Cantores portugueses, fazem discos dedicados a compositores brasileiros com Antônio Zambujo com disco inteiro dedicado a Chico Buarque de Holanda, ou Carminho com sua voz doce cantando Antonio Carlos Jobim. As distâncias são mínimas, um pulo de grilo, como diria o poeta Jessier Quirino, Portugal uma velha e nova paixão.
Guimarães



Paulo Carvalho
Comentários e críticas pelo e-mail
voteespiaso@gmail.com
Preciso de mais de 365 dias para fotografar Portugal.








Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...